Após percorrer 43 municípios do Amazonas, a candidata a deputada estadual Cléia Branches (PSD) afirma ter identificado dificuldades enfrentadas por profissionais da Educação para acessar consultas, exames e atendimentos especializados fora de Manaus.
Segundo a candidata, trabalhadores que vivem no interior precisam, em alguns casos, viajar até a capital para conseguir atendimento médico e acompanhamento com especialistas. Além da distância, ela aponta despesas relacionadas a transporte, alimentação e, eventualmente, hospedagem como fatores que podem pesar sobre os servidores.
“Temos um plano de saúde, mas, infelizmente, ele concentra o atendimento em Manaus. Na prática, isso significa que muitos servidores que vivem e trabalham no interior precisam se deslocar até a capital para conseguir consultas, realizar exames, buscar atendimento com psicólogos, psiquiatras e outros profissionais especializados”, afirma Cléia.
Candidata cita dificuldades relacionadas à saúde mental
Entre os relatos apresentados por Cléia estão situações relacionadas à saúde mental dos profissionais da Educação. De acordo com a candidata, ansiedade, estresse e esgotamento emocional estão entre as preocupações mencionadas pelos trabalhadores durante as visitas realizadas aos municípios.
Ela afirma que a dificuldade de acesso a psicólogos e psiquiatras pode representar um obstáculo adicional para servidores que necessitam de acompanhamento especializado.
“É uma realidade que precisa ser enfrentada. Quem trabalha na Educação precisa ter acesso à saúde onde vive e trabalha, e não ser obrigado a viajar centenas de quilômetros para conseguir um atendimento básico ou um tratamento especializado”, destaca.
A candidata defende que a atenção à saúde dos profissionais da Educação contemple tanto os atendimentos relacionados à saúde física quanto aqueles voltados à saúde mental.
Proposta prevê atendimento regionalizado
Como alternativa, Cléia propõe ampliar a oferta de atendimento psicológico e psiquiátrico nos municípios, além de fortalecer ações de prevenção e acompanhamento dos profissionais.
Outra proposta apresentada pela candidata é a criação de uma estrutura de atendimento regionalizado, utilizando a rede de saúde já existente e, quando necessário, ferramentas como telemedicina e telepsicologia de forma complementar.
Na avaliação apresentada por Cléia, a utilização desses recursos poderia reduzir a necessidade de deslocamento dos servidores para Manaus, especialmente em atendimentos que possam ser realizados de forma remota.
“Cuidar de quem faz a Educação também é uma responsabilidade do poder público. O profissional precisa ser valorizado não apenas no salário, mas também tendo condições de cuidar da própria saúde”, afirma.
Atendimento no interior é desafio para a rede estadual
A interiorização dos serviços de saúde envolve desafios relacionados à distribuição da rede assistencial e à oferta de atendimento especializado nos municípios. O Governo do Amazonas mantém políticas e ações de saúde em diferentes regiões do Estado, incluindo iniciativas de atenção especializada e serviços por meio de estruturas presenciais e de telessaúde.
Nesse contexto, a proposta apresentada pela candidata coloca o atendimento aos profissionais da Educação como uma demanda específica dentro da discussão sobre regionalização dos serviços de saúde.
A estratégia defendida por Cléia combina ampliação da assistência presencial com recursos tecnológicos para diminuir deslocamentos e facilitar o acompanhamento de servidores que vivem longe da capital.
Trajetória na Educação
Cléia Branches tem 44 anos, é formada em Gestão Pública e atua na Secretaria de Estado de Educação do Amazonas (Seduc). A candidata também é apresentada em sua campanha como representante dos profissionais da Educação.
A discussão sobre saúde dos servidores integra as propostas que ela apresenta durante a campanha para uma vaga na Assembleia Legislativa do Amazonas.









