Amazonas precisa ampliar políticas públicas para mulheres

O Amazonas ocupa atualmente a terceira posição entre os estados brasileiros com maiores índices de violência contra a mulher, segundo dados do Atlas da Violência 2025. O cenário reforça a necessidade de fortalecimento de políticas públicas voltadas à proteção, autonomia econômica e ampliação do acesso a serviços especializados para o público feminino em todo o estado.

A discussão ganhou destaque após declarações do engenheiro civil Marcellus Campêlo, ex-secretário de Estado de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Sedurb) e da Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE), que defendeu a ampliação de ações estruturadas voltadas às mulheres amazonenses. Entre as medidas apontadas estão programas de capacitação profissional, incentivo ao empreendedorismo feminino, descentralização de serviços e fortalecimento da rede de enfrentamento à violência.

Atlas da Violência aponta cenário preocupante no Amazonas

Os dados divulgados pelo Atlas da Violência 2025 colocam o Amazonas entre os estados com maior incidência de violência contra mulheres no país. O levantamento evidencia desafios históricos relacionados à proteção feminina, principalmente em municípios do interior e comunidades vulneráveis.

A realidade do estado também é impactada por fatores como desigualdade social, dificuldade de acesso a serviços especializados e limitações estruturais em regiões afastadas dos grandes centros urbanos.

Segundo Marcellus Campêlo, o enfrentamento ao problema exige políticas públicas permanentes e integradas entre diferentes áreas da administração pública.

“É necessário ampliar ações voltadas à autonomia socioeconômica das mulheres, ao combate à violência e à descentralização dos serviços públicos. O Amazonas possui características próprias e exige políticas adaptadas à realidade das famílias do interior e da capital”, afirmou.

Programas sociais priorizam mulheres chefes de família

Entre os exemplos citados por Campêlo está a Política de Gênero aplicada no Programa Social e Ambiental de Manaus e Interior (Prosamin+), executado pela UGPE. O programa reúne ações de habitação, saneamento básico, mobilidade urbana e inclusão social.

De acordo com o ex-secretário, cerca de 70% das pessoas atendidas pelo programa são mulheres, principalmente mães solo e chefes de família. Uma das medidas adotadas foi a titularidade das unidades habitacionais em nome das mulheres beneficiadas.

“O programa consolidou uma Política de Gênero estruturada, incentivando a autonomia social e econômica das mulheres por meio da titularidade dos imóveis, cursos de qualificação profissional e incentivo ao empreendedorismo”, declarou.

Além da regularização habitacional, o programa também promove oficinas profissionalizantes, cursos de capacitação e ações voltadas à geração de renda.

Incentivo ao empreendedorismo feminino

Outro eixo apontado como estratégico dentro das políticas públicas é o fortalecimento da autonomia financeira das mulheres. Segundo Campêlo, iniciativas de empreendedorismo social têm contribuído para ampliar

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