Ligação Viária do Igarapé do Quarenta transforma área em Manaus

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A obra da Ligação Viária do Igarapé do Quarenta, na zona sul de Manaus, vem promovendo uma ampla transformação urbana na capital amazonense ao reunir intervenções de mobilidade, saneamento básico, habitação e recuperação ambiental. O projeto executado pelo Governo do Amazonas beneficiou diretamente cerca de 1,3 mil famílias reassentadas da área, o equivalente a mais de 6 mil pessoas que viviam em palafitas sujeitas a alagamentos, doenças e ausência de infraestrutura básica.

A intervenção conecta as avenidas Silves e Maués por meio de um novo corredor viário implantado sobre uma das áreas historicamente mais vulneráveis da cidade. A obra foi coordenada pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Sedurb) e pela Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE).

O engenheiro civil Marcellus Campêlo, especialista em Saneamento Básico, Governança e Inovação Pública, esteve à frente da execução do projeto até março deste ano, quando deixou os cargos para disputar as eleições de 2026.

Área vulnerável recebeu nova estrutura urbana

Antes da intervenção, a região do Igarapé do Quarenta apresentava cenário marcado por ocupações irregulares, palafitas, ausência de saneamento e constantes alagamentos.

Com a obra, a área passou a receber infraestrutura urbana completa, incluindo pavimentação, drenagem, rede de esgoto, acessibilidade e novos espaços públicos.

Segundo o Governo do Amazonas, as famílias que moravam na área sob intervenção foram reassentadas para locais considerados seguros por meio de indenizações, bônus-moradia e auxílio-aluguel.

Além disso, dois conjuntos habitacionais estão em construção na região para atender parte das famílias removidas.

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Nova via melhora mobilidade na zona sul

A Ligação Viária do Igarapé do Quarenta possui aproximadamente um quilômetro de extensão, com pista dupla e três faixas em cada sentido.

O novo corredor passou a funcionar como alternativa para o tráfego de veículos pesados vindos do Distrito Industrial em direção ao Porto de Manaus.

De acordo com dados apresentados pelo governo estadual, o tempo médio de deslocamento na região foi reduzido em até 40%.

Antes da obra, motoristas levavam cerca de 15 minutos para acessar a avenida Silves. Após a implantação da nova ligação viária, o percurso passou a ser realizado em aproximadamente oito minutos.

A intervenção também contribuiu para reduzir o fluxo em corredores estratégicos da cidade, como as avenidas Rodrigo Otávio e André Araújo.

Projeto inclui saneamento e recuperação ambiental

Além das melhorias viárias, a obra contemplou implantação de rede de coleta de esgoto, drenagem pluvial, macro e microdrenagem, calçadas, paisagismo e pontos de ônibus.

Como parte da reestruturação ambiental da área, foi inaugurada a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) da Raiz, construída pela concessionária Águas de Manaus em terreno cedido pelo Estado.

A ETE integra o sistema de ampliação do saneamento básico na capital amazonense e busca reduzir o despejo irregular de esgoto nos igarapés da cidade.

Segundo o governo estadual, a proposta da intervenção foi integrar mobilidade urbana, saneamento e habitação em um único projeto de requalificação urbana.

Espaços públicos foram revitalizados

A obra também incluiu revitalização e construção de equipamentos públicos voltados ao esporte e convivência comunitária.

Entre os espaços entregues estão a Arena Betanhão, o Campo Noroeste, a Arena Multiuso Betânia e o espaço conhecido como Chapéu de Zinco, atualmente utilizado pela comunidade local.

Os equipamentos foram implantados como parte das ações de reestruturação social da região.

Governo destaca impacto social da intervenção

Durante a execução do projeto, o Governo do Amazonas destacou que a obra representa um modelo de urbanização integrada voltado à melhoria da qualidade de vida da população.

Segundo Marcellus Campêlo, a proposta buscou unir infraestrutura, habitação e recuperação ambiental em uma área historicamente marcada pela vulnerabilidade social.

“Estamos falando de mobilidade, saneamento, habitação, dignidade e recuperação ambiental em uma área que conviveu durante décadas com abandono”, afirmou.

De acordo com dados da Sedurb e da UGPE, mais de 400 obras foram executadas no Amazonas durante a gestão coordenada por Campêlo, com geração estimada de mais de 200 mil empregos.

Região passa por requalificação urbana histórica

A área do Igarapé do Quarenta é considerada uma das regiões mais antigas de ocupação irregular de Manaus.

Ao longo das últimas décadas, o crescimento desordenado provocou degradação ambiental, ausência de infraestrutura e risco permanente para moradores que viviam sobre estruturas improvisadas às margens do igarapé.

Com a nova ligação viária e as obras complementares, o governo estadual busca consolidar um novo eixo urbano para a zona sul da capital amazonense.

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