O Governo do Amazonas ampliou nos últimos anos uma série de políticas públicas voltadas às mães amazonenses nas áreas de saúde, assistência social, geração de renda e habitação. Segundo dados divulgados pelo estado às vésperas do Dia das Mães, celebrado neste domingo (10), houve redução de 49,2% na mortalidade materna entre 2024 e 2025, além de mais de 271 mil mulheres atendidas por programas sociais.
As ações foram iniciadas durante a gestão do ex-governador Wilson Lima e seguem em execução no governo de Roberto Cidade. Entre os principais focos estão a ampliação da rede materno-infantil, programas de transferência de renda e projetos habitacionais para mulheres chefes de família.
Queda da mortalidade materna
Dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) e da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS) apontam que o Amazonas registrou queda de 25% na mortalidade materna em 2025 na comparação com 2024, ano que já havia apresentado redução de 39,2%.
O estado também registrou redução de 11% na mortalidade infantil, resultado atribuído à ampliação do pré-natal, reforço na qualificação de profissionais e abertura de mais de 85 leitos neonatais em unidades de saúde.
Entre os programas destacados está a Rede Alyne, coordenada pela SES-AM, responsável pelo acompanhamento de cerca de 81 mil gestantes e 210 mil crianças por ano. A estrutura integra atendimento pré-natal, maternidades, vacinação, testes neonatais e acompanhamento infantil.
Ampliação da saúde da mulher
O governo estadual também informou avanços em serviços especializados de saúde feminina. Entre as medidas estão a redução da fila de mamografias e a implantação do Centro Avançado de Prevenção ao Câncer do Colo do Útero (Cepcolu), ligado à Fundação Cecon.
A unidade é voltada exclusivamente à realização de conizações e possui capacidade para até 3 mil procedimentos anuais.
Outro programa citado é o +Saúde da Mulher, que prevê ampliação do acesso a consultas, exames e cirurgias ginecológicas. A meta do programa é alcançar até 8 mil procedimentos até o final de 2026, além de aproximadamente 10 mil ultrassonografias mensais.
O programa Saúde AM Digital também passou a oferecer telemedicina para atendimento ginecológico, principalmente para mulheres do interior do estado.
Auxílio e geração de renda
Na área social, o Auxílio Estadual atende mais de 300 mil famílias no Amazonas. Segundo o governo, cerca de 90% dos beneficiários são mulheres chefes de família, o que representa mais de 271 mil mães recebendo auxílio mensal de R$ 150.
O programa Crédito Rosa, voltado ao empreendedorismo feminino, já atendeu mais de 4,5 mil mulheres e movimentou mais de R$ 29 milhões na economia amazonense. Somente em 2025, foram liberados mais de R$ 23 milhões em crédito.
O estado também criou o Cadastro Estadual de Mães Atípicas, regulamentado pela Lei nº 7.809/2025, além da reserva de 3% das vagas de emprego para mães de pessoas com deficiência.
Habitação prioriza mães
No programa habitacional Amazonas Meu Lar, coordenado pela Sedurb, mães chefes de família têm prioridade na titularidade dos imóveis e na regularização fundiária.
Segundo o governo, a medida busca ampliar a segurança jurídica e garantir maior estabilidade para famílias em situação de vulnerabilidade social.








