A 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Espécies Migratórias (COP15) terminou neste domingo (29), em Campo Grande, com a inclusão de mais 40 espécies na lista global de proteção. O encontro reuniu 132 países e a União Europeia e definiu novas ações para conservação de animais que atravessam fronteiras, ampliando esforços internacionais de preservação.
Ao todo, também foram aprovadas 39 resoluções e 16 iniciativas de cooperação internacional voltadas à proteção da biodiversidade.
Inclusão amplia proteção global
Segundo o presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Rodrigo Agostinho, os resultados representam um avanço significativo.
De acordo com ele, cerca de 400 espécies migratórias ainda não possuem proteção internacional. Com as novas inclusões, a conferência conseguiu reduzir em aproximadamente 10% esse déficit global.
Brasil tem papel central nas decisões
A conferência foi presidida por João Paulo Capobianco, que destacou o protagonismo brasileiro nas negociações.
Das sete propostas apresentadas pelo Brasil, seis foram aprovadas, incluindo a inclusão de espécies ameaçadas que necessitam de ações específicas de conservação.
Além disso, iniciativas apoiadas pelo país também avançaram, como a inclusão da ariranha em listas de proteção internacional.
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Pantanal foi destaque nas discussões
A realização da COP15 em Campo Grande colocou em evidência o Pantanal, considerado um dos biomas mais ricos em biodiversidade e ao mesmo tempo mais sensíveis.
A região é compartilhada entre Brasil, Paraguai e Bolívia e serve de rota para diversas espécies migratórias, o que reforça a necessidade de cooperação internacional.
Novos planos de conservação aprovados
Entre as medidas adotadas, estão planos de ação voltados para espécies específicas, como:
- Conservação dos grandes bagres migratórios amazônicos
- Proteção do tubarão-mangona
- Proteção do tubarão-peregrino
As iniciativas envolvem monitoramento, pesquisa e articulação entre países para garantir a preservação dessas espécies.
Próxima conferência será na Alemanha
O Brasil permanecerá na presidência da COP pelos próximos três anos, até a realização da COP16, prevista para 2029, em Bonn.
Impacto ambiental
As decisões da COP15 ampliam a proteção de espécies migratórias e fortalecem a cooperação internacional na preservação da biodiversidade, especialmente em biomas estratégicos como o Pantanal e a Amazônia.





