Taxas de importação de eletrônicos mantêm preços estáveis

Produtos afetados pelas taxas de importação de eletrônicos em loja no Brasil.

Taxas de importação de eletrônicos foram revisadas pelo governo federal após decisão aprovada na sexta-feira (27) pelo Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex), ligado à Camex. A medida foi detalhada neste sábado (28), em São Paulo, pelo secretário de Desenvolvimento Industrial do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Uallace Moreira Lima. Segundo ele, o impacto estimado ao consumidor é de 0,062%, considerado praticamente nulo.

A revisão envolve smartphones, notebooks e outros produtos eletroeletrônicos. A decisão é relevante porque trata de itens de consumo amplo e influencia custos de produção no país.

O que mudou nas taxas de importação de eletrônicos

A decisão do Gecex abrange 120 produtos.

Desse total, 105 itens tiveram o imposto de importação zerado. Outros 15 produtos mantiveram as alíquotas anteriores.

Entre os itens que não sofreram alteração estão notebooks, smartphones, roteadores, impressoras em braile e mesas digitalizadoras.

Segundo o MDIC, esses produtos poderiam ter aumento de tarifa para 16% ou 20%, ou de 12% para 16%, por terem similares produzidos no Brasil. Com a revisão, as taxas de importação de eletrônicos permaneceram em percentuais como 10% ou 16%, evitando reajuste.

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Impacto das taxas de importação de eletrônicos nos preços

O secretário Uallace Moreira Lima afirmou que o impacto ao consumidor é praticamente inexistente.

De acordo com o cálculo apresentado pelo MDIC, a alta potencial seria de 0,062% no preço final.

O secretário explicou que cerca de 95% dos celulares vendidos no país são produzidos no Brasil. Por isso, alterações nas taxas de importação de eletrônicos têm efeito reduzido sobre o mercado interno.

A fala foi feita durante agenda com o vice-presidente Geraldo Alckmin, que também ocupa o cargo de ministro do MDIC.

Regime de ex-tarifário continua

O governo manteve o regime de ex-tarifário. O mecanismo reduz a zero o imposto de importação para determinados bens de capital, informática e telecomunicações.

Segundo o MDIC, o objetivo é garantir acesso a insumos e equipamentos com menor custo, sem prejudicar a indústria nacional.

Empresas que tiveram a alíquota elevada de 0% para 7% poderão solicitar revisão imediata.

O pedido será analisado em até 150 dias para verificar se existe produto similar fabricado no Brasil.

Se não houver equivalente nacional, a alíquota permanece zerada. Caso exista similar, a tarifa volta para 7%.

Objetivo da política tarifária

Segundo o secretário, a revisão das taxas de importação de eletrônicos busca equilibrar proteção à indústria e controle de preços.

O governo argumenta que a calibragem protege emprego, renda e produção local, sem provocar aumento significativo ao consumidor.

Uallace afirmou que parte das críticas iniciais ocorreu por interpretação incompleta das resoluções publicadas.

Ele disse que ficou acordado com o setor produtivo que produtos que estavam com tarifa zero e passariam para 7% poderiam ter o benefício restabelecido mediante solicitação das empresas.

Como funciona a análise

Quando uma empresa solicita enquadramento no ex-tarifário, o governo verifica se há produção nacional equivalente.

O mesmo procedimento vale para novos investimentos. Caso a empresa pretenda importar máquina ou equipamento sem benefício vigente, pode pedir análise técnica.

A concessão do benefício ocorre automaticamente, antes mesmo da análise definitiva de existência de similar nacional.

Segundo o MDIC, o regime continuará em funcionamento regular.

Contexto da decisão

A revisão foi aprovada pelo Gecex, órgão vinculado à Câmara de Comércio Exterior.

O governo afirma que a medida amplia a lista de produtos com imposto zerado e mantém as condições anteriores para itens estratégicos.

Com isso, as taxas de importação de eletrônicos permanecem ajustadas dentro da política industrial adotada pelo governo federal.

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