O Brasil enviará sua maior delegação da história aos Jogos Paralímpicos de Inverno 2026. O país contará com oito atletas na competição, que ocorrerá entre 6 e 15 de março, em Milão-Cortina, na Itália. Todos os convocados recebem o benefício do Programa Bolsa Atleta desde 2022, o que reforça o papel do incentivo federal no crescimento do esporte paralímpico de inverno.
Seis atletas disputarão provas de esqui cross-country, enquanto dois competirão no snowboard. Com isso, o Brasil supera o recorde anterior de seis representantes registrado em Pequim 2022. Dessa forma, o país consolida sua maior participação na história dos Jogos Paralímpicos de Inverno.
Além do número recorde, o Brasil chega à competição com evolução técnica. O melhor resultado nacional até hoje permanece sendo a sexta colocação de Cristian Ribera na prova dos 15 km do esqui cross-country em PyeongChang 2018. Desde então, o país ampliou investimentos, fortaleceu a preparação e aumentou a presença internacional.
Entre os destaques da delegação está a gaúcha Vitória Machado. Ela iniciou no esporte ainda jovem e passou por diferentes modalidades. Primeiro praticou patinação artística; depois migrou para o snowboard. Em 2025 e 2026, conquistou duas medalhas de ouro na Copa Europeia de Banked Slalom. Agora, ela se tornará a segunda brasileira a disputar o snowboard em Jogos Paralímpicos de Inverno. Sua trajetória evidencia a consolidação da modalidade no país.
No esqui cross-country, o Brasil contará com Wellington da Silva, Elena Regina, Guilherme Cruz Rocha, Aline Rocha e Robelson Lula. Esses atletas acumulam experiência em competições internacionais e intensificaram a preparação para Milão-Cortina 2026. No snowboard, além de Vitória Machado, o país terá André Barbieri como representante.
Milão-Cortina 2026 marcará a quarta participação do Brasil nos Jogos Paralímpicos de Inverno. A estreia ocorreu em Sochi 2014, quando dois atletas representaram o país. Em seguida, o Brasil levou três competidores a PyeongChang 2018. Depois, ampliou para seis representantes em Pequim 2022. Agora, ao atingir oito atletas, o país demonstra crescimento contínuo e planejamento estruturado.
O avanço não aconteceu por acaso. O Programa Bolsa Atleta garantiu suporte financeiro e estabilidade para que os competidores pudessem treinar com regularidade, participar de circuitos internacionais e aprimorar desempenho técnico. Além disso, o incentivo contribuiu para a formação de novas gerações no esporte paralímpico de inverno.
Embora o Brasil não possua tradição em esportes de neve, os resultados recentes mostram evolução consistente. A ampliação da delegação indica que o país deixou de participar apenas de forma simbólica e passou a buscar desempenho competitivo. Assim, o investimento público se traduz em maior presença internacional e em expectativas mais ambiciosas.
Ao mesmo tempo, a participação ampliada fortalece a representatividade e amplia a visibilidade do esporte paralímpico no país. Cada atleta convocado carrega não apenas a própria trajetória, mas também o reflexo de uma política pública que investe na inclusão e no alto rendimento.
Portanto, a delegação recorde para Milão-Cortina 2026 simboliza mais do que um número maior de competidores. Ela representa amadurecimento esportivo, continuidade de investimentos e consolidação de um projeto nacional voltado ao desenvolvimento do esporte paralímpico de inverno.
Com oito atletas confirmados, o Brasil entra na competição com a maior equipe já enviada aos Jogos Paralímpicos de Inverno, reforçando sua trajetória de crescimento na modalidade.






