Dólar cai abaixo de R$ 5,20 e Bolsa dispara

O mercado financeiro brasileiro opera em forte movimento positivo nesta quarta-feira (28/01), impulsionado pela expectativa em torno das decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos. O dólar comercial caiu abaixo de R$ 5,20, renovando o menor patamar em mais de um ano e meio, enquanto o Ibovespa superou os 184 mil pontos, alcançando um novo recorde histórico. Investidores acompanham com atenção a chamada Superquarta, que concentra as decisões dos principais bancos centrais do mundo e pode redefinir o rumo dos mercados nos próximos meses.

Por volta das 11h, a moeda norte-americana recuava 0,59%, sendo negociada a R$ 5,1751, após ter encerrado a véspera em queda expressiva de 1,41%. No mesmo horário, o Ibovespa avançava 1,20%, alcançando 184.101 pontos, impulsionado principalmente por ações ligadas ao consumo, bancos e commodities. O desempenho reflete o alívio do mercado com dados econômicos mais benignos no Brasil e a expectativa de manutenção dos juros nos Estados Unidos, cenário que favorece mercados emergentes como o brasileiro.

No centro das atenções está a prévia da inflação oficial (IPCA-15) de janeiro, divulgada pelo IBGE, que subiu 0,20%, abaixo da expectativa do mercado, de 0,22%. No acumulado de 12 meses, o índice ficou em 4,50%, reforçando a percepção de desaceleração inflacionária. Os maiores impactos vieram dos grupos de saúde e cuidados pessoais e comunicação, enquanto o setor de transportes ajudou a conter o índice, puxado pela queda das passagens aéreas e pela adoção de tarifa zero em algumas cidades.

Diante desse cenário, o mercado financeiro passou a ajustar suas projeções para a política monetária. A expectativa majoritária é de que o Copom mantenha a Selic em 15% nesta reunião, mas sinalize o início de um ciclo de cortes de juros ainda no primeiro trimestre de 2026. Segundo o Boletim Focus, a taxa básica deve encerrar o ano em 12,25%, o que representa uma queda significativa em relação ao patamar atual. Essa perspectiva favorece o fluxo de capital para a bolsa e contribui para a valorização dos ativos de risco.

No exterior, investidores também monitoram de perto a decisão do Federal Reserve (Fed), em meio às tensões políticas envolvendo o presidente Donald Trump, que voltou a pressionar por cortes mais agressivos nos juros americanos. Apesar disso, o consenso aponta para a manutenção das taxas entre 3,5% e 3,75%. Além da política monetária, o mercado global reage a novos acordos comerciais, como o pacto entre União Europeia e Índia, e a movimentos geopolíticos envolvendo Estados Unidos, China e Rússia. Em meio a esse cenário complexo, o Brasil se destaca como um dos mercados mais atrativos do momento, combinando inflação controlada, expectativa de queda de juros e forte desempenho da bolsa.

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