Impactos emocionais ainda presentes nas escolas
Quatro anos após a pandemia, especialistas brasileiros ainda observam impactos significativos no comportamento e na saúde emocional das crianças. Pesquisas da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal (2023) indicam que 53% das escolas registram aumento de ansiedade e dificuldade de convivência no retorno às rotinas. Além disso, um levantamento da Fiocruz (2022) identificou mudanças de humor, irritabilidade e desafios de socialização entre crianças pequenas.
Embora mais brandos, esses reflexos continuam presentes no cotidiano escolar e reforçam a necessidade de práticas permanentes que considerem a criança em sua integralidade.
Como o Mundo do Saber integra acolhimento e excelência acadêmica
Em Manaus, a Escola Mundo do Saber se destaca ao desenvolver um projeto pedagógico que integra, de forma estruturada, o trabalho socioemocional, socioambiental e um ensino acadêmico consistente desde a Educação Infantil.
A instituição defende que o acolhimento não substitui o conteúdo — ele amplia a aprendizagem. Quando a criança está segura, valorizada e feliz, ela se abre ao novo, desenvolve autonomia, participa ativamente das experiências e avança com maior profundidade.
Equilíbrio entre conteúdo, cuidado e intencionalidade
A diretora geral, Jeane Lima, reforça que o foco acadêmico não é deixado de lado em nenhum momento.
Segundo ela:
“O Mundo do Saber consegue conciliar o acadêmico e o emocional, porque entendemos que quando existe acolhimento, a criança se expande. Ela está segura, está feliz, e isso a abre para aprender com mais amplitude. Temos um ensino forte, estruturado e intencional, mas não nos permitimos esquecer do socioemocional, do socioambiental e do social. Esse equilíbrio é o que faz a diferença.”
Acolhimento como caminho diário
O acolhimento, portanto, não é finalidade, é caminho. Dessa forma, a escola organiza rotinas que fazem cada criança se sentir vista e amparada, desde a chegada até o acompanhamento com professoras, coordenação e psicologia.
Além disso, atividades semanais fortalecem empatia e autorregulação, enquanto projetos como desfralde, alimentação saudável, hortinha, cultura maker e ações de colaboração estimulam autonomia e pertencimento.
O currículo inclui também aulas de inglês, robótica e práticas que desenvolvem criatividade, pensamento lógico e competências essenciais para a vida acadêmica.







