A China anunciou, nesta sexta-feira (7), a retomada imediata das importações de carne de frango brasileira, após retirar as restrições que estavam em vigor desde maio deste ano. A decisão foi oficializada pela Administração Geral das Alfândegas da China (GACC) e comunicada em nota conjunta dos ministérios da Agricultura e Pecuária (Mapa) e das Relações Exteriores (MRE). O retorno das exportações representa um importante reforço para o agronegócio nacional, já que o Brasil é o maior exportador mundial de carne de frango, responsável por cerca de 35% do mercado global.
As restrições haviam sido impostas após a confirmação do primeiro caso de influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP) em uma granja comercial localizada no município de Montenegro, no Rio Grande do Sul. A medida cautelar adotada pelos chineses seguiu protocolos sanitários internacionais, que exigem a suspensão temporária das compras até a completa eliminação do risco. Com a conclusão das investigações e a análise de risco realizada pelas autoridades chinesas, ficou comprovado que o Brasil mantém controle rigoroso sobre a sanidade de seus plantéis.
Desde 18 de junho, o país mantém o status de livre de influenza aviária de alta patogenicidade, conforme as normas da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). O Mapa reforçou que todas as medidas de biossegurança e desinfecção foram cumpridas com sucesso, garantindo que o episódio não comprometesse a integridade do sistema de produção. Essa condição sanitária foi determinante para a confiança internacional e para a liberação do comércio com o mercado chinês.
Com a decisão de Pequim, o Brasil fortalece sua posição como referência mundial em segurança alimentar e sustentabilidade na avicultura. Além disso, a reabertura do mercado chinês tende a impulsionar as exportações no último trimestre do ano, beneficiando produtores, cooperativas e a economia de diversos estados brasileiros que dependem fortemente do setor.







