A paisagem de um dos logradouros mais tradicionais e importantes de Macapá tem sido rotineiramente desfigurada pela incivilidade de frequentadores da vida noturna local. Moradores e comerciantes do entorno da Avenida Mendonça Furtado, uma das principais artérias do Centro da capital amapaense, manifestam profunda indignação diante do cenário de degradação que se estabelece após cada noite de efervescência, especialmente nos fins de semana. O rastro de sujeira massivo deixado pelos clientes de dois populares estabelecimentos tem transformado a via em um vasto depósito de resíduos, gerando um vexame urbano que expõe a precariedade da educação cívica.
O epicentro desta desordem é a área frontal a dois bares conhecidos, que se tornaram pontos de aglomeração informal: o tradicional Bar do Vila e o mais recente Bar Janelinha. Embora o movimento social e a musicalidade não sejam a causa direta da queixa, a consequência nefasta é a montanha de lixo depositada indiscriminadamente. Garrafas, copos e embalagens descartáveis forram o asfalto, entopem as sarjetas e ocupam as calçadas, criando uma paisagem de desolação. Este ciclo vicioso atinge seu ápice nas manhãs de domingos e feriados, quando a ausência da coleta regular por parte da prefeitura garante que a Mendonça Furtado permaneça em estado deplorável por todo o dia, perpetuando o desconforto e o mau cheiro para quem reside ou transita pela região.
O desabafo dos moradores reflete a consternação com a falta de respeito ao espaço público. Um residente, que registrou o flagrante da sujeira por meio de vídeo, equiparou o cenário a uma catástrofe natural. “Observem o estado em que fica nossa Mendonça Furtado. É um absurdo. A rua parece ter sido devastada por um furacão, o que evidencia a carência de civilidade e educação das pessoas,” reclamou, enfatizando a importância histórica da via, que presta homenagem a uma figura notável do Amapá. A crítica se estende à inação do poder público e à passividade dos próprios estabelecimentos.
Diante da reincidência do problema, a comunidade exige uma resposta coordenada. As demandas apontam para a necessidade de o poder municipal intervir com uma fiscalização mais rígida e estabelecer uma logística de limpeza urbana adequada aos picos de movimento. Paralelamente, sugere-se a responsabilização privada, pressionando os proprietários dos bares a adotarem medidas de mitigação, como a contratação de equipes de limpeza pós-expediente, garantindo que o direito à diversão noturna não se sobreponha ao direito dos cidadãos de habitarem um ambiente limpo e digno.
Fonte: SelesNafes.com







