A proximidade do final do ano letivo deflagra a fase mais intensa de preparação para os grandes certames do Amazonas, como o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e os processos seletivos da Universidade Federal do Amazonas (PSC/Ufam) e da Universidade do Estado do Amazonas (UEA/SIS). Diante da pressão por vagas nas instituições de ensino superior, estudantes da região têm abandonado métodos convencionais, incorporando a Inteligência Artificial (IA) como um pilar estratégico em suas jornadas de estudo. Esta tecnologia emerge não apenas como um recurso auxiliar, mas como uma ferramenta de personalização do aprendizado, otimizando o tempo escasso dos candidatos na reta final, oferecendo uma vantagem competitiva inédita na corrida pelos diplomas.
Entre os jovens que abraçaram essa inovação tecnológica está Gustavo Henrique da Silva Nunes de Almeida, aluno do segundo ano do Ensino Médio da Escola Estadual Josué Cláudio de Souza. Focado em garantir sua aprovação no curso de Engenharia Química, Gustavo cumpre uma jornada dupla, conciliando aulas de cursinho aos sábados com sessões de estudo diárias, que somam, em média, uma hora. Ele detalha que a IA atua como um tutor pessoal sob demanda. Em vez de apenas buscar respostas prontas, ele utiliza algoritmos avançados para gerar material didático específico, elevando o nível de complexidade dos exercícios de acordo com a necessidade. “Eu solicito à IA a criação de questões de múltipla escolha com o nível de dificuldade de um vestibular,” explica. O processo é metódico: ele resolve os exercícios, verifica o gabarito fornecido pela máquina e, crucialmente, exige explicações detalhadas para cada tópico onde houve erro, transformando cada falha em uma oportunidade de aprendizado aprofundado.
A adoção da tecnologia na sala de aula não é um movimento isolado dos alunos. Segundo Gustavo, a própria comunidade docente tem incentivado o uso estratégico da IA, validando-a como um instrumento legítimo de aprimoramento. Professores da rede de ensino amazonense reconhecem o potencial das plataformas para temas específicos, especialmente na preparação para a escrita. A principal recomendação pedagógica envolve o uso das ferramentas para a solicitação de temas de redação com alta probabilidade de serem abordados nas provas do Enem e dos demais concursos. Este direcionamento visa aprimorar a capacidade argumentativa dos estudantes em cenários simulados, transformando a rotina de estudos em um ambiente altamente adaptável e focado nos objetivos específicos de cada certame, marcando uma transição definitiva para o modelo de preparação universitária na região Norte.
Fonte: g1 > Amazonas







