O Ministério do Trabalho e Emprego incluiu quatro empregadores do Amazonas na nova atualização da “Lista Suja” do trabalho análogo à escravidão, publicada na segunda-feira (6). O documento reúne 159 novos nomes em todo o país, sendo 101 pessoas físicas e 58 jurídicas, um aumento de 20% em relação à última edição.
Entre os nomes amazonenses, está Adalcimar de Oliveira Lima, de Lábrea, acusado de submeter 11 trabalhadores a condições degradantes em uma área próxima à Floresta Nacional do Iquiri, em 2020. Em Manaus, Gilcimar Modesto da Silva explorou dois trabalhadores em uma fábrica de móveis na BR-174; Haroldo Jatahy de Castro manteve um trabalhador em situação irregular em sua residência, e Maria das Graças dos Santos Level também foi denunciada por situação semelhante em 2023.
A “Lista Suja” é um instrumento público de transparência publicado semestralmente, em abril e outubro, para dar visibilidade às ações de combate ao trabalho escravo. Os nomes são incluídos apenas após decisão administrativa definitiva, sem possibilidade de recurso, e permanecem na lista por dois anos. Desde 2004, o documento se tornou referência nacional, mesmo tendo enfrentado suspensões entre 2014 e 2016, até ser validado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Atualmente, há regras que permitem a retirada antecipada do cadastro para empregadores que assinem um termo de ajustamento de conduta, indenizem as vítimas e invistam em programas sociais. Denúncias de trabalho escravo podem ser feitas anonimamente no Sistema Ipê, plataforma digital criada pela Secretaria de Inspeção do Trabalho em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT). O denunciante deve fornecer o máximo de informações para facilitar as investigações.






